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JOÃO BELGA
INAUGURA “WALL OF PAIN” NA GALERIA GRAÇA BRANDÃO PORTO NO PRÓXIMO DIA 19 DE ABRIL, PELAS 16H00, INAUGURA A EXPOSIÇÃO “WALL OF PAIN”, DO ARTISTA JOÃO BELGA, NA GALERIA GRAÇA BRANDÃO NO PORTO. A exposição Wall of Pain é composta por uma série de 6 desenhos sobre papel realizados entre 2006 e 2008. O título desta série Fugitive Material foi retirado de um termo utilizado por John Waters no livro Art. A sex book (edição Thames & Hudson, 2003) para definir algumas peças de arte pelas quais se pagam hoje elevadas somas e que daqui a 20 anos corremos o risco de já não existirem. Na construção desta série de desenhos foram misturados cut-ups retirados do livro Monstros Invisíveis (edição Casa das Letras, 2006) com um set musical do Dj Nightmare (aka João Belga): Suicide - Ghost Rider The Fall - How I Wrote Elastic Man Antony & The Johnsons - Fistful of Love Hollywood Brats - Sick on You Sex Pistols - Pretty Vacant Death from above 1979 - Better of Dead Bush Tretas - Too Many Creeps Gramme - Like You Magazine - Definitive Gaze Chicks on Speed - Yes I Do Ramones - Glad To See You Go A exposição apresenta também um núcleo de 2 desenhos e 8 pinturas que compõem a instalação que dá o título a esta mostra, Wall of Pain (Porto, 2008). Esta instalação, ou pintura e desenho instalado, teve como ponto de partida uma frase de J. G. Ballard retirada do prefácio do seu livro Crash (edição Relógio D’Água, 1996): Num certo sentido, a pornografia é a forma de ficção mais acentuadamente política, dado que demonstra como nos usamos e exploramos uns aos outros da maneira mais impiedosa. (…) um aviso contra esse reino brutal, erótico e cruamente iluminado que nos lança apelos cada vez mais sedutores das margens da paisagem tecnológica onde nos movemos. O resultado é uma exposição que pretende funcionar como um retrato mental espontâneo da vida contemporânea, uma realidade urbana carregada de referências iconográficas a novos deuses híbridos que misturam o niilismo punk do do it yourself com o quotidiano oníricamente cínico da cultura neo-pop. Dá-me enfado existencialista e desinteressado. Flash. Dá-me intelectualismo desmedido como um mecanismo para resistir. Flash. Chuck Palahniuk in Monstros Invisíveis Esta mostra estará patente até ao dia 07 de Junho e poderá ser visitada de Terça a Sexta das 10h00 às 12h30 e das 15h00 às 19h30 e Segundas e Sábados das 15h00 às 19h30. LYGIA PAPE INAUGURA “BUT I FLY” NA GALERIA GRAÇA BRANDÃO EM LISBOA NO PRÓXIMO DIA 9 DE MAIO, PELAS 22H00, SERÁ INAUGURADA NA GALERIA GRAÇA BRANDÃO DE LISBOA, A EXPOSIÇÃO DE LYGIA PAPE INTITULADA “BUT I FLY”, TÍTULO RETIRADO DE UM VÍDEO COM O MESMO NOME, ÚLTIMO TRABALHO UTILIZANDO ESTA TÉCNICA CRIADO PELA ARTISTA E QUE SERÁ AGORA APRESENTADO PUBLICAMENTE PELA PRIMEIRA VEZ. Duas “Tteias” de grande impacto serão montadas na galeria, tendo o espaço sofrido ligeiras alterações, de modo a serem respeitadas as indicações deixadas pela Artista para a montagem destas Obras. Recorde-se que a série de “Tteias” teve seu início em 1979, tendo Lygia Artista desenvolvido, até o final de sua vida, algumas variantes deste trabalho. Em 1999, quando realizou a sua primeira exposição individual no nosso país, na Galeria Canvas do Porto, foi apresentada uma “Tteia” reta (de Canto), pertencente hoje à colecção Ella Fontanals-Cisneros depositada no museu CIFO de Miami. Depois, em 2000, na exposição realizada no Museu de Serralves, Lygia Pape criou a “Tteia” cilíndrica (de Canto), que pertence hoje a este Museu da cidade do Porto. Em 2002 foi apresentada, no Paço Imperial do Rio de Janeiro, uma nova versão, “ Tteia “ quadrada ( de centro ), e em 2003, e na exposição "Immaginando Prometeo", no Palazzio della Ragione and Loggia dei Mercantti, Milão, Itália Em 2004 foi montada na Galeria Graça Brandão do Porto uma “Tteia”, quadrada desenhada especialmente para o espaço da Galeria. No ”Projeto Lygia Pape” Associação Cultural, sedeado no Rio de Janeiro, e que se ocupa da preservação e divulgação da sua obra, de acordo com as instruções que deixou de forma bastante detalhada, encontra-se depositada além de outras, a pequena maqueta do trabalho apresentado em 2004 no Porto. Na exposição a inaugurar em Lisboa, que coincidirá com o quarto aniversário do falecimento da Artista, também serão apresentados trabalhos de outras fases. A exposição poderá ser visitada até ao fim de Julho, de Terça a Sábado das 11H00 às 20H00. |
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